domingo, 14 de setembro de 2008
Campanha contra a dengue
Certo dia ouvi um carro de som passando na rua. Ele convocava toda a população para limparem os seus pátios e jogarem todo o entulho na rua (não na calçada.) Achei muito esquisito. Mas diziam ser uma medida contra a dengue.
Algumas horas depois saímos para caminhar e tinha de tudo na rua. Eu nunca tinha imaginado que as pessoas tem tanta lixo entulhado nos seus quintais, atrás dos muros altos.
No dia seguinte chegaram as máquinas e muitos trabalhadores. Levaram tudo. As ruas ficaram limpas, como nós ainda não tínhamos visto por aqui. Aí foi gostoso sair para caminhar. E de fato, reduziu o número de carapanãs (mosquitos). Nas semanas seguintes, o governo publicou uma nota no jornal, agradecendo pela colaboração da população e também já anunciando a queda dos casos de dengue.
Carregamos de tudo
Esta geladeira passou vários meses na garagem aqui em casa. Um dia a trouxeram e disseram que seria levada de avião, não sei pra onde. OK. Tem tantas coisas chegando e saindo, que nem parei para perguntar pelos detalhes. Mas chegou o dia em que vieram buscá-la. Na foto, da esquerda para direita, Sergião (Palavra da Vida - Atibaia), Márcio (piloto em Asas) e dois rapazes do PV, que vieram ajudar por duas semanas na aldéia, para onde a geladeira foi levada.

Na aldeia não tem energia elétrica, então a geladeira é a gás. E é claro, não podiam esquecer os butijões de gás. o Sergio e a Márcia ficaram na aldeia por 3 meses (Mapuera - PA, se não me engano!). Eles são missionários e professores - pessoas usadas por Deus.

Culto evangelístico
Em junho tivemos um culto evangelístico na igeja. Convidamos amigos e vizinhos para uma festa caipira. Antes de começar - os últimos retoques. Quase todos estavam a caráter. Aí os últimos retoques antes de a festa começar.
O pastor Anderson iniciou o culto contando várias piadas. Alguns jovens apresentaram um teatro e cantamos de forma bem animada. O pastor pregou sobre o filho pródigo e convidou para mudança de vida.
Para nós foi um tanto estranho, mas entramos na brincadeira. As pessoas ao redor da igreja gostam muito desse tipo de festa. A igreja estava cheia. E várias pessoas começaram a freqüentar regularmente os encontros e aos poucos estão entendendo este convite de seguir a Jesus.
Roupa no Shopping!
O rio subiu mais de 28 metros
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Pior é que é a verdade
Essa charge estava na Acrítica (jornal de Manaus) no domingo, dia 22 de junho de 2008. A cidade de Manaus tem igarapés (pequenos "rios") em todos os lugares. É inviável fazer pontes para unir todas as ruas. Por isso, há muuuuuuuuuitas ruas sem saída. O mapa de Manaus é bem parecido com o da charge.Esses dias, no caminho para o trabalho, o Victor e os outros que estavam no carro viram um outro carro, que havia caído em um burado durante a noite. Um pedaço do telhado ainda estava acima do nível da rua. Por isso, ficamos muito felizes quando tem cones indicando os buracos. E graças a Deus, nosso carro ainda está inteiro.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Pescaria no Dia do Trabalho
No feriado fizemos um passeio muito especial. Fomos pescar com o pastor Bennie.
Antes do vôo é feita uma inspeção. Aqui está sendo tirada a água dos flutuadores.
Esta é a vista das fazendas. Elas ficam na beira do rio. Este ano a chuva está perdurando muito e o rio ainda não parou de subir.
Victor teve a oportunidade de pilotar o avião no qual trabalhou semanas. Ele ficou radiante!!
Pastor Bennie está dando as instruções.
A vista é linda! Observe este rio. É assim que a maioria deles são. Por isso, a viagem de barco demora tanto.
Um pouco adiante é mata fechada.
Pousamos e desenbarcamos no flutuante (casa sobre o rio).
Este é o interior da casa. Esta casa é do pastor Bennie - por isso tem tanta coisa. Normalmente as casas não tem quase nada.
A corda pendurada no meio da foto é para armar a rede ("cama").
Aqui estou recebendo algumas instruções de pesca. Veja a isca - é um chumasso de pelos coloridos. Quando se puxa a vara, parece um peixinho colorido nadando.
E lá vamos nós!
Este é o pastor Bennie. Ele ama pescar. Mas mais impressionante que a quantidade de peixes que ele pega, é o dom que ele tem para ser pescador de homens.
Uma das coisas que nos marcou durante o passeio:
O S. Manoel, um senhor de 60 anos, conduziu a rabeta na qual pescamos. Ele passou o tempo todo (horas) com uma das mãos segurando o motor, para direcionar o barco. Sua habilidade é incrível. A trepidação do barco, fazia com que o remo, que estava encostado na lateral, se deslocasse para debaixo do motor. Por isso, a cada alguns minutos, ele empurrava o remo devolta. O Victor ao observar a cena, pensou: isso pode estragar o motor, eu já teria feito um engate para deixar o remo preso. Mas em seguida começou a se questionar. O S. Manouel conduz rabetas praticamente desde que nasceu. Na sua vida já deve ter empurrado o remo milhares de vezes. Ele sabe o que estraga o seu motor. Pra ele tá louco de bom desse jeito. Então, por que mudar?
Um dia vou encontrar o S. Manoel no céu.
Você consegue identificar até onde vai a água?
Nos deliciamos com a paisagem.

Isso foi tudo que eu consegui pescar - um girino!!!!! O rio está muito cheio. Aí os peixes tem muito o que comer e ficam diluídos.
Fiz amizade com essa turma. Eles estão na casa de farinha, descascando mandioca. Depois ela passa uma noite na água, é triturada e secada. Assim, vira a típica farinha (o que no sul se chama de farofa). Farinha é a base das refeições da maioria das pessoas por aqui. Temos estranhado o tipo da farinha. Ela é muito grossa e dura. Se você morder com força, quebra os dentes.
Quando pousamos, já devolta em Manaus, vimos esta carga sobre a rabeta - dois carrinhos de mão, cheios de cimento. Carrega-se de tudo!
Na beira do rio, esta cena é comum - as toras são retiradas da água e transformadas em táboas, com uma motocerra. Você se habilita? Eu não!!!!
Chegamos em casa, cansados, mas felizes pelo tempo com o pastor Bennie.
Antes do vôo é feita uma inspeção. Aqui está sendo tirada a água dos flutuadores.
Pastor Bennie está dando as instruções.
O S. Manoel, um senhor de 60 anos, conduziu a rabeta na qual pescamos. Ele passou o tempo todo (horas) com uma das mãos segurando o motor, para direcionar o barco. Sua habilidade é incrível. A trepidação do barco, fazia com que o remo, que estava encostado na lateral, se deslocasse para debaixo do motor. Por isso, a cada alguns minutos, ele empurrava o remo devolta. O Victor ao observar a cena, pensou: isso pode estragar o motor, eu já teria feito um engate para deixar o remo preso. Mas em seguida começou a se questionar. O S. Manouel conduz rabetas praticamente desde que nasceu. Na sua vida já deve ter empurrado o remo milhares de vezes. Ele sabe o que estraga o seu motor. Pra ele tá louco de bom desse jeito. Então, por que mudar?
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