terça-feira, 22 de abril de 2008

Assembléia de Asas

Quando eu era criança, achava que a função das instituições era fazer reuniões. Tudo girava em torno de pesosas se encontrarem para conversar sobre muitos assuntos. Com o passar dos anos, fui descobrindo que na realidade nas reuniões se fala do que aconteceu, se planeja para o futuro e são escolhidas as pessoas que assumirão a liderança.
Esse também foi o caso das reuniões que tivemos em Asas nos dias 11 e 12 de abril. As reuniões ocorreram na sede, em Anápolis (GO). Como é inviável irmos todos até lá, nós das bases de Belém, Boa Vista e Manaus, acompanhamos pelo skype. Na foto acima estamos esperando a conexão melhorar. E na realidade foi isso que mais fizemos. Foi bem frustrante. Era como se todos fossem gagos, com sérios problemas de dicção. Mas pudemos ler os relatórios que nos foram enviados por email e enviamos os nossos votos para as eleições da liderança. O presidente da missão continua o Pr. Rocindes José Corrêa. Como vice foi eleito Milton Wesley de Souza. Os diretores nas diversas áreas são: Wilson Kannenberg, Denis Engelhardt, Ester Camilo Alves, Luce Janes Johnson, Rute Dauaidar e Wander Dias. Desejamos que Deus dê muita sabedoria para o ano de trabalho.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Formigueiro

Algumas semanas atrás começamos a ajudar na classe da Escola Bíblica Dominical dos pré-adolescentes (10-11 anos), na Igreja que freqüentamos (Batista da Grande Circular). Trabalhamos junto com um outro casal de professores - Fernando e Rosi.
Aí estão nossos pré-adolescentes:
Na primeira fila, da esquerda para direita: Lucas, Raylane, Vitória, Thales e Samuel.
Segunda fila: Gleiciane, Leslie, Maria Paula, Paula e Letícia.
Terceira fila: Ethienne, Gabriel, Gleyson e Rayan.
Atrás é a Tia Rosi.
No último domingo (06/04) o Victor deu a lição (O Plano de Deus). Ele desenhou um formigueiro no quadro e perguntou como uma pessoa poderia ajudar as formigas a concertar o formigueiro, depois que alguém o destruiu. Chegamos a conclusão que isso não é possível. Mas se essa pessoa pudesse virar formiga, poderia ajudar.
Para que Deus pudesse arrumar os problemas (pecado) das pessoas, ele precisou se tornar pessoa. Jesus veio para viver como pessoa e para nos trazer a solução para os nossos pecados.

Depois da lição, fizemos vários formigueiros, formigas e pessoas de jornal. Foi divertido e aparentemente a lição foi entendida.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Você já teve dengue?

Eu acabei de ter a primeira dengue. Agora só posso ter mais 3 vezes!!!!! Há 4 tipos de dengue e estou imune a uma delas.
Dia 12 de março amanheci com febre (Dia 1 da dengue).
A noite fui ao pronto socorro - me receitaram antibiótico!!!!!
Dia 4 da dengue eu estava muito mal, fraca, prostrada, vomitando... Voltamos ao pronto socorro. No exame de sangue minhas plaquetas estavam em 57.000 (normal 150.000 a 450.000). Fui internada.
Na manhã seguinte amanheci vermelha - com petéquias no rosco e nos braços - isso confirmou o diagnóstico de dengue. Eu já estava desconfiada desde o primeiro dia, mas nunca tive dengue antes! Por causa da quantidade baixa de plaquetas (nessa manhã chegou a 40.000), o sangue aparecia por baixo da pele, causando as manchas. Veja meu rosto.

Dia 6 da dengue me transferiram para um belo hospital - esta foi minha suíte particular!
Foto - dia 8 da dengue. As petéquias chegaram nas pernas e pés e o corpo todo começou a inchar. O baixo nível de albumina (uma proteína) no corpo desrregulou as passagens de líquidos e causou esse estrago.
Essa era a visão que eu tinha!!! As mãos ficaram tão inchadas e sensíveis, que eu tinha dificuldade em usar garfo e faca.
Agora, imagine tudo isso coçando. Coçou, sem parar, por 2 dias e meio. Essas noites eu quase não dormi. De madrugada, para aliviar um pouco a coceira na palma da mão, eu pegava na barra de ferro da cama.
Dia 11 da dengue - Páscoa - depois de 7 dias na minha suíte particular, tive alta do hospital. Mas só prometendo ao médico que eu faria repouso absoluto em casa.
Graças a Deus temos plano de saúde. A Unimed nos tratou muito bem.
Quinze dias depois dos primeiros sintomas essa era a situação das minhas mãos.
E alguns dias depois... foi a vez dos pés. Na foto já estão quase descascados. Esses foram alguns dos pedacinhos que tirei dos pés.No momento minhas penas estão descascando, mas é uma camada fina de pele. Eu ainda deveria postar uma foto atual de mim. Estou com uma aparência ótima, sem comparação com essas fotos. Outra hora.... o Victor acabou de chegar, quero dar atenção a ele.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Nosso carnaval

Um casal de amigos da igreja nos convidaram para passear no carnaval. Aceitamos o convite e no sábado às 4:30 da madruga, já estávamos esperando por eles. Como precisávamos fazer a travessia de balsa, era importante chegar cedo na fila. Na foto abaixo, estamos subindo na balsa (de ré). E como dá para ver, o sol já estava alto! Estávaos bem apreensivos, opis não fazíamos idéia de como seria o local para onde estávamos indo.
A travessia levou em torno de 1 hora. Descemos o Rio Negro e depois subioms um pouco o Rio Solimões. Veja abaixo o encontro das águas.
É incrível como a água do Rio Negro e do Rio Solimões ainda percorrem lado a lado, sem se misturar, por quilômetros. A água do Rio Negro parece coca-cola um pouco diluída.
Ao lado do "porto" onde atracamos para desembarque, havia esta oficina. As duas construções estão flutuando. Já pensou, se cair uma ferramenta?
Isso é o vilarejo de Careiro da Várzea, onde desembarcamos. Do outro lado tem uma feira, onde se vende de tudo. Paramos para comprar gelo, carne e farinha de mandioca. Eu fiquei esperando no carro (ligado e com ar condicionado), mas o Victor me contou depois, que o negócio era cruel. Uma completa falta de higiene.
Aí sim, pegamos a estrada - BR-319. Pela placa a BR leva até Porto Velho (até lá devem ser cerca de 900 km de estrada ruim). Mas nós andamos apenas uns 65 km, na direção de Autazes.
Chegamos ao nosso destino. A Fazenda Jardim do Eden, da D. Diomar. Na foto abaixo aparece a estrada e do lado direito fica a fazenda. A D. Diomar mora lá com a sua mãe, que todos chamam de mãezinha. Elas são mãe e avó de um outro casal da igreja, que ainda não conhecíamos. Nesses dias eles tinham ido lá, nós fomos, o casal que nos levou ainda levou seu filho e havia mais 2 famílias vizitando. Isso é algo bem típico - o povo vai chegando. Nós estranhamos bastante, mas é precioso ir convivendo com as pessoas.
Aqui novamente dá para ver a estrada, agora olhando do outro lado. Este é o igarapé que pertence à fazenda. A correnteza é forte, a água é transparente - dá para ver os pés, mas também parece coca-cola diluída. O banho é refrescante, pois o calor é diário.
Aqui eu estou entrando pela porta da cozinha.
Logo atrás da porta da cozinha fica a lista telefônica. Elas têm celular rural.
Quando acaba a lista, tem a porta do chuveiro. O pessoal da família tem estatura baixa - eu já não poderia tomar banho aí.... tomei banho no igarapé.
E mais um passo adiante fica a pia da cozinha. Esta é a D. Diomar. Nós já estávamos indo embora, mas ela queria que experimentássemos suco de abacaba. O aspecto é muito esquisito - roxo leitoso. O tempo todo ouvimos das doenças que se pega com frutas e água. Mas não podíamos negar, pois ela fez o suco com tanto carinho e nós estávamos curiosos para esperimentar. O gosto é muito bom. Lembra um pouco abacate, apesar da fruta não ter nenhuma semelhança.
A Mãezinha tem mais de 80 anos, mas muita disposição. Atualmente ela mora na casa da D. Diomar, para não ficar sozinha. Nós dormimos na varanda da casa dela e no interior havia este "altar". Elas são cristãs. Nos pareceu um cristianismo um pouco diferente do que nós conhecemos. Essa é uma questão que chamado a nossa atenção aqui em Manaus. Alguns valores cristãos são diferentes. Como somos novatos, como não conhecemos o suficiente da cultura e como o que fazemos muitas vezes parece estranho para eles, a nossa postura tem sido de observar e tentar fazer perguntas. Mas mesmo fazer perguntas não é fácil, temos ouvido respostas escancaradamente incoerentes, pois nos respondem o que acham que queremos ouvir. Esta é uma característica da cultura indígena - o compromisso dele não é com a verdade, mas com a resposta que o homem branco quer ouvir.
Este foi o nosso aposento. O Victor dormiu pela primeira vez na rede. Ele gostou!!! Claro que ainda prefere a cama. Passamos apenas uma noite lá, mas ela foi muito boa. Em casa praticamente sempre temos o ar codicionado ou o ventilador ligado. Mas a noite na rede foi completamente quieta, apenas alguns grilos e a temperatura nos obrigou a usar uma manta leve. Foi uma delícia.
Na volta para casa, paramos debaixo de uma castanheira. Observe bem a foto - o carro e o Victor aparecem na foto. Imagine quando cai uma bola cheia de castanhas do Pará.... sai de baixo!
E aqui estamos os dois ao lado do tronco da castanheira.
A experiência do interior foi muito rica culturalmente. Percebemos que esse tipo de convivência nos ajuda para conhecermos as regras inconscientes que regem a vida das pessoas. Isso nos ajuda a entender as pessoas. Vemos como elas resolvem os problemas daqui. Muitas vezes estas não seriam as estratégias que nós utilizaríamos. Mas cá entre nós, as nossas soluções não funcionam (risos).

Janeiro - Revisão do Caravan

Em janeiro foi feita uma revisão de rotina um pouco maior, no Caravan. Nestas revisões eles tem uma lista de itens que devem ser inspecionados e mais algumas peças que devem ser trocadas. A equipe subdividiu as tarefas e passaram vários dias trabalhando. Veja a cara do Ryan (chefe dos mecânicos). O que será que ele encontrou? Nada grave. Na realidade o flagra da foto fez ele ficar com essa cara. Outro detalhe é a camiseta dele. O suor é algo que faz parte de todos os dias.
Estou aqui olhando para essas fotos e queria explicar o que o Victor está fazendo.
Mas não sei o que é. Se você quiser mais detalhes, entre em contato.
Quando o Caravan está lotado (peso máximo), ele tem dificuldade para decolar sobre a água. Por isso, a maioria dos vôos partem do aeroporto internacional de Manaus, possibilitando o melhor aproveitamento. Então, depois da revisão o avião foi voando do hangar até o aeroporto, que fica do outro lado da cidade. Esta sempre é uma ótima oportunidade para pegar carona, sem pagar (risos). Lá foram eles... decolagem sobre a água.
Sobrevôo da cidade de Manaus.
Este é o Natan (filho do Ryan). Ele ama voar. Por isso, pegou uma carona com o tio Wilson. Andou 50 minutos de carro da sua casa até no hangar. Seu pai voltou com o carro do Pr. Wilson e foi pegá-los no aeroporto. Veja o Natan curtindo o vôo de 15 minutos.
Olhando bem na foto, é possível ver a pista de pouso do aeroporto. Toda vez que eu pouso neste aeroporto, tenho uma sensação estranha - tem muito mato antes de chegar na cabeceira. Mas até hoje sempre pousamos muito bem.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Bodas de Ouro dos pais do Victor

Em janeiro de 2008 os pais do Victor completaram 50 anos de casamento. A mais de um ano, nós como filhos, estávamos planejando festejar a data. Há filhos que moram do Paraná, no Distrito Federal, na Bahia e no Amazonas. Graças a Deus, foi possível todos viajarmos até na Bahia, onde moram os pais, entre Natal e Ano Novo. Passamos 3 dias numa fazenda que tem instalações para retiros.
O cruel foi esperar até que a comida ficasse pronta!!!
Não é fácil cozinhar para 23 pessoas.
Mas ficou uma delícia!!!!
Entre uma refeição e outra, entre uma conversa e outra, nada como tomar um banho nesse pedacinho do paraíso.
No final do dia Deus nos presenteou com um lindo por do sol.

No final da tarde de um dos dias, fizemos um culto de agradecimento a Deus pela vida dos pais. Também pedimos a Deus que os acompanhe adiante na sua caminhada e que os abençoe a cada dia.

Em seguida comemoramos com bolo, café e salgadinhos.
Bem ,mais tarde, os que ainda estavam dispostos, sentaram em roda para cantar. Que delícia! Mas veja só o que acontece com uns manauaras - isso não era brincadeira. Começamos a passar muito frio, mesmo que os outros estivessem de bermuda. O que não fazem 6 meses em Manaus...

Cinqüenta anos atrás S. Abraham e D. Helena casaram. Deus lhes presenteou com 6 filhos (na seqüência, da direita para a esquerda). Pela graça Dele, todos crêem e buscam obedecer ao Senhor Jesus.
Os anos foram passando e hoje já somos bem mais.

Coisas de Manaus

Fui ao banheiro no aeroporto internacional de Manaus. Veja o que diz na porta. Isso existe em algum outro lugar?
Uma das esquinas aqui perto de casa reserva uma surpresa para os desatentos. Esses dias o Victor viu um carro que tinha se pendurado. A motorista recisou de ajuda para sair dessa.
O nome deste estabelecimeto comercial nos causou problemas teológicos. Alguém poderia nos ajudar a explicar este novo conceito?
Esta outra loja (à esquerda) é bem melhor!
O povo é criativo!
Esta é a aparência de uma típica rua residencial, em Manaus.
Pousadas por aqui, tem outro significado.
Um belo paisagismo.
Esta é a área de embarque na rudoviária de Manaus. Apesar da cidade ter quase o tamanho de Curitiba, a rodoviária terrestre é pequena - quase não tem para ir de ônibus!!! Mas em compensação, nas áreas de embarque nos portos o fervo é geral.